...Ela trava, fica muda, seus lábios tremem e não conseguem formar um sorriso sequer. Na tentativa de achar uma saída para esse desconforto, acaba passando a imagem de que é tola e trata mal quem mais queria tratar bem em determinado momento. Não encara, não conversa, não é simpática, é uma tola, de fato.
Aquele beijo de alguns dias atrás, parecia que nem tinha acontecido e, ao mesmo tempo, o corpo todo quente de vergonha não deixava dúvidas de que tinha sido de verdade. Tudo era uma mistura de cores meio embaralhada e na verdade ela só procurava mesmo uma maneira de acalmar o próprio nervosismo e sair daquele local dignamente, nariz empinado, sem tropeçar nem gaguejar.
Afastou-se, decidiu não encarar a disputa, simplesmente não confiou em “seu taco” e apenas observou sem nem ter argumentos para questionar.
-“Você ficou chateada?”
-“Não, CLARO que não. Procurei não me envolver, pois, já sabia como ele era!” (que mentira! Seu ego estava ferido e ela estava se roendo por dentro; não aceitava facilmente uma derrota.)
-“Tudo bem, que bom então. Estou apaixonada por ele.”
-“Ah que legal.” (Fez cara de paisagem)
Essa situação a fez repensar suas atitudes, ou melhor, a falta delas. Perdeu uma chance de ter vivido uma nova experiência, nem que fosse por uma noite, saberia que seria uma NOVA experiência e talvez a que fizesse toda diferença.
De vez em quando ela imaginava como seria se tivesse agido de outra forma... Percebeu que o pior arrependimento é o de não se permitir.
De vez em quando ela imaginava como seria se tivesse agido de outra forma... Percebeu que o pior arrependimento é o de não se permitir.
Estranho, não é? Hora de virar a página para mais um capitulo e ver o que tem por vir.
