segunda-feira, 5 de julho de 2010

A vida, como ela é.

Acordar, olhar pro teto do quarto e rapidamente perceber que acaba de ganhar mais um dia de presente pra se fazer o que bem quiser, ou então bem mais provável levar um susto com as horas e notar que está atrasado para o serviço, daí começa: sai correndo da cama, vai escovar os dentes, toma um banho, meia xícara de café e já está ponto pra ganhar a rotina novamente. No caminho se depara com um trânsito stressante, chega na repartição atrasado, encontra o chefe com mau humor, leva uma bronca por chegar atrasado, trabalha feito louco, almoça ali por perto, briga contra o tempo para poder conseguir terminar tudo na hora certa e quando chega em casa: come, escova os dentes, toma um banho e vai dormir.
Mais um dia se passou e "o homem  robô" não fez nada de diferente, seguiu as regras impostas pela sociedade e nem se quer sentiu vontade de agradecer a Deus por esta vida que muitos desempregados gostariam de possuir.
Hoje, recebi a noticia de que um rapaz com 21 anos de idade, bonito, educado, de um sorriso inigualável que eu havia conhecido há dois meses atrás, sofreu na manhã de ontem, um acidente de moto e faleceu. Fico tentando imaginar em que ele pensou quando acordou no dia de sua morte, se valorizou a única vida que tinha ganho de Deus enquanto a teve, se fez o que gostaria de fazer sem precisar maltratar ninguém, se saiu de sua rotina algumas vezes para ver o pôr-do-sol ou se simplesmente não pensou em nada, acordou para mais um dia monitorado e não recebeu nenhuma ligação para se sentir importante na vida de alguém , não quis abrir os olhos para si e  arriscar-se a mudar TUDO! Não é sair por ai sem responsabilidades, mas se permitir, conhecer coisas boas, lugares novos...A vida é tão imprevisível, "hoje aqui, amanhã não se sabe". Cada segundo de vida é precioso e viver no sentido mais puro da palavra é preciso!


terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Eu já, mas ainda não

"Já experimentei o longo (4 anos) e o curto (2 meses). Já quis um apartamento só meu pra ficar solteira eternamente. Já me apaixonei loucamente e já fiz loucuras por me apaixonar.  Já namorei sem estar tão interessada e fui aprendendo, aos poucos, a gostar.

Já tomei a iniciativa, já fiquei olhando de longe quietinha esperando uma reação. Já me achei vulgar. Já roubei namorado alheio e depois entreguei de volta. Já achei que tivesse achado o amor da minha vida. Já achei que fosse morrer de amor e também por falta de amor. Já foi eterno e também já foi só por uma noite. Já traí e já fui traída. Já me apaixonei por amigo e já fiquei amiga por estar apaixonada, na esperança de que a proximidade fizesse o resto. Não fez.

E tem dias que queria que fosse só um beijinho na barriga ou na orelha de deixar arrepiada e abraçado e falar besteira e rir depois. Tem dias que só queria sentir segurança e cumplicidade e, paradoxalmente, um frio na barriga sem ter por quê.

Eu nunca mais vou me contentar com menos que isso. "

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Nessas horas...

...Ela trava, fica muda, seus lábios tremem e não conseguem formar um sorriso sequer. Na tentativa de achar uma saída para esse desconforto, acaba passando a imagem de que é tola e trata mal quem mais queria tratar bem em determinado momento. Não encara, não conversa, não é simpática, é uma tola, de fato.
Aquele beijo de alguns dias atrás, parecia que nem tinha acontecido e, ao mesmo tempo, o corpo todo quente de vergonha não deixava dúvidas de que tinha sido de verdade. Tudo era uma mistura de cores meio embaralhada e na verdade ela só procurava mesmo uma maneira de acalmar o próprio nervosismo e sair daquele local dignamente, nariz empinado, sem tropeçar nem gaguejar.
Afastou-se, decidiu não encarar a disputa, simplesmente não confiou em “seu taco” e apenas observou sem nem ter argumentos para questionar.


 -“Você ficou chateada?”

-“Não, CLARO que não. Procurei não me envolver, pois, já sabia como ele era!” (que mentira! Seu ego estava ferido e ela estava se roendo por dentro; não aceitava facilmente uma derrota.)

-“Tudo bem, que bom então. Estou apaixonada por ele.”

-“Ah que legal.” (Fez cara de paisagem)



Essa situação a fez repensar suas atitudes, ou melhor, a falta delas. Perdeu uma chance de ter vivido uma nova experiência, nem que fosse por uma noite, saberia que seria uma NOVA experiência e talvez a que fizesse toda diferença.
De vez em quando ela imaginava como seria se tivesse agido de outra forma... Percebeu que o pior arrependimento é o de não se permitir.
Estranho, não é? Hora de virar a página para mais um capitulo e ver o que tem por vir.



segunda-feira, 21 de setembro de 2009

"entre logo nesta roda ou ficarás sozinho"

Um documento do Microssoft World, está aberto sem quase nada nele escrito. É engraçado como a felicidade tem o costume de nos tirar as palavras...Já a tristeza, quando nos vem, nos faz dizer coisas demais, a mente não é obedecida.


Ah... Mas amizades são intermináveis aprendizados. E por lembrar dos meus amigos, fico sem palavras.


Bom, "se o anel que tu me deste era vidro e se quebrou", então melhor seria se fosse de diamante.Não quebraria. Mas, amizades, convenhamos, é coisa humanamente frágil. E a gente pensa que ela está aí pra sempre.

Podemos perder uma amizade por excesso de zelo, também se perde um amigo pela falta que ele mesmo faz quando mais precisamos. Pela fala mal ouvida. A gente fala ou faz uma coisa, o outro interpreta outra coisa. Se não der para desentortar a frase ou a atitude, a amizade fica torta.

São delicadas as amizades. E, mesmo as mais sólidas, às vezes desmancham-se no ar...Por isso, estou feliz no momento. Tenho amigos assíduos, depois, "renovo os contratos".




domingo, 13 de setembro de 2009

Clarice fala por mim!



" É dificil perder-se.
È tão dificil que provavelmente arrumarei depressa um modo de me achar, mesmo que achar-me seja de novo a mentira de que vivo


(Clarice Lispector)






sábado, 12 de setembro de 2009

Já passou...

Durante uma conversa, seu interlocutor falava, falava, falava.. E, nossa, Quanto desejo! Bastava notar que ele estava olhando e ela já abaixava a cabeça, sem querer encará-lo. Balançava os pés no chão, passava as mãos em seus cabelos e acabava escancarando seu nervosismo e timidez.

Ela sabia bem o que queria, quando queria e, até mesmo, sabia por quanto tempo iria querer. Mas, não podia contrariar regras sociais impostas por uma chamada racionalidade, sabe-se lá de quem.


E se ela se arrependesse? E se desse errado? Pimba! Sem querer, alguém acabaria de se tornar um criminoso. Mas, criminosos agem com a emoção própria de quem se arrisca a ganhar ou perder tudo, afinal, a adrenalina gerada pela emoção é a parte mais excitante de todas.


Mesmo sabendo que seria apenas mais um  "passatempo" para ele, como qualquer "criminoso", ela não não estava nem aí para a punição.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Continha de somar

Dez amores
para curar
Desamores.
Diz, amor
dá?


Por Dalva Rêgo